DHPP está perto de esclarecer morte de adolecentes

A Polícia Civil está perto de esclarecer a morte das adolescentes Polyana Alessandra de Araújo Alves, 14 e Luzinete Lemos Rodrigues, 16, ocorrida no último sábado (4), no Jardim Umuarama, em Cuiabá. 

Dentre as várias teses existentes, a delegada encarregada do caso, Anaíde Barros, já conseguiu eliminar algumas e as investigações avançam. 

Anaíde, que atua na Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), explica que o trabalho foi realizado no sentido de desmontar as diversas linhas de investigação formadas com informações, indícios e declarações prestadas desde que o caso começou a ser investigado. 

Uma delas apontava para um desentendimento entre as jovens e um rapaz, conhecido como Dodô, na feira do bairro, na noite do crime. Para Anaíde, não há nenhuma informação que confirme a existência deste desentendimento, até o presente momento.

Outra versão apontava a autoria do crime a 2 rapazes, cujas imagens circularam por meio de aplicativos de troca de mensagens em telefones celulares. Algumas destas mensagens davam conta, inclusive, que os rapazes já teriam sido mortos. 

A delegada evita comentar o assunto, uma vez que o fato pode atrapalhar as investigações, mas garante que o trabalho de investigação tem conseguido fazer com que a elucidação do crime esteja cada vez mais próxima. 

Família – Entre os mais de 20 depoimentos colhidos pela delegada está o de familiares das jovens e os namorados delas. Patrícia Maria, mãe de Polyana, conta que estava na cidade de Nova Brasilândia, na noite do crime. “Minha outra filha que me avisou do crime”. Sobre o relacionamento da jovem com o namorado, Diego José da Silva, disse que o namoro seguia “aos trancos e barrancos”, informação confirmada pelo rapaz. 

Ele, por sua vez, contou que estava em uma lanchonete, na companhia de familiares indo para casa dormir em seguida. “Um rapaz quase derrubou o portão para me acordar e me contou que elas estavam mortas. 

Não acreditei que era ela”. Já a mãe de Luzinete, Alvanir Rodrigues, que comemorava o aniversário em um bar, a metros do local do crime, conta que o namorado da filha encontrou os corpos. “Ele estava na festa e havia saído para levar um amigo em casa. Ao voltar, perguntou por ela e soube que ela tinha saído para tomar um banho. Foi ao local e encontrou as duas mortas”.

Redação do Gazetra Digital

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