Jovem presta depoimento sobre morte de garotas

Para Anaíde, quem matou as meninas
 usou objetos contundentes,
como pedaços de madeira ou um martelo
O primeiro depoimento que ajudará a esclarecer a morte de duas adolescentes, L. R, de 16 anos e P. A. A. A., de 14, assassinadas de forma brutal na madrugada de domingo (05), foi colhido durante a tarde e noite desta segunda-feira (06). 

A delegada responsável pelo caso, Anaíde Barros, da Delegacia de Homicídios e Proteção de Pessoas (DHPP), apenas descarta o crime de latrocínio de suas investigações. Crimes como homofóbico e passional são algumas das hipóteses. O crime ocorreu dentro da casa da vítima de 16 anos, onde ela morava com a mãe e irmão. 

Toda a família estava em uma festa de aniversário da matriarca da família em outro local. Em determinado momento da festa, a jovem L. R. acompanhada da amiga de 14 anos teriam ido até sua casa, ainda por razões desconhecidas, e acabaram sendo assassinadas. O namorado da vítima L. R, de 16 anos foi o primeiro a ser ouvido pela delegada. 

O rapaz tem menos de 18 anos e segundo Anaíde, ele foi quem localizou os corpos e poderá esclarecer pontos importantes do caso. Até o momento não há nenhum suspeito, mas pelo fato de Anaíde não seguir nenhuma linha de investigação todas as possibilidade são apuradas. 

Segundo a delegada, as adolescentes morreram devido a um traumatismo craniano provocados por golpes de um objeto contundente na parte frontal da cabeça. As jovens foram encontradas despidas na sala e suas vestes estavam em outro cômodo da casa. “Trabalhamos com várias hipótese pode ter sido passional, pode. Por que as vestes dela estavam em outro quarto e de forma muito harmônica o que nos desenha uma realidade de que elas não foram obrigadas a tirar aquela roupa”, descreveu. 

Ainda conforme a responsável pelas investigações, quando o assassino chegou possivelmente elas estavam sem roupa. “Tanto é que tem um sofá e pela perícia sugere que o primeiro golpe foi quando elas estavam no sofá. Então poderia sim que elas estariam em uma relação homoafetiva”, supõem a Anaíde. O que chamou a atenção da polícia é a forma pela qual o autor do crime entrou na casa. Pois não há sinais de arrombamento no portão e porta da residência. 

A única afirmativa que foi constatada pela perícia é que o crime ocorreu de porta fechada devido aos respingos de sangues na porta. “O crime ocorreu na sala, não tem sinais de luta na casa. Elas não têm a lesão de defesa, o que e nos levam a acreditar que elas tiveram pouco tempo”, supõem. 

A delegada também relata que, não foi encontrado nenhum objeto no local que indique ser o objeto do crime. “Encontram perto do corpo uma lasca de madeira que será analisada pela perícia. Ele pode ter sido de um pedaço de madeira maior objeto do crime”, pondera. Os exames toxicológico, de alcoolemia e para constar se houve violência sexual foram solicitados e o laudo poderá ficar pronto dentro de 15 dias.

Priscilla Silva, repórter do GD