Silval elogia Dilma e diz que rejeição em MT precisa ser revertida

Ao fazer uma análise sobre a reeleição da presidente Dilma Rousseff (PT) que ganhou em 15 estados brasileiros, mas perdeu em Mato Grosso, o governador Silval Barbosa (PMDB) disse que é preciso fazer um estudo para identificar a insatisfação e tentar corrigir. O peemedebista destacou que houve vários avanços no Estado durante o governo Dilma, principalmente, na questão da infraestrutura e logística. Citou obras de pavimentação, duplicação e investimentos milionários em rodovias federais como a BR-163 a 158 e a 242 que ajudam a escoar a produção. Mesmo assim, a maioria do eleitorado mato-grossense optou pelo tucano Aécio Neves.
Dos 141 municípios de Mato Grosso, Dilma só ganhou em 40 somando 717.230 mil votos (45,33%), enquanto o senador mineiro levou a melhor em 101 cidades totalizando 864.999 mil (54,67 %) no segundo turno. Apesar do resultado, o governador elogiou o desempenho da presidente no Estado. “Analiso positivamente nós que vinhamos trabalhando dentro das condições nossas e torcendo para a presidente Dilma. A avaliação que eu tenho é que a presidente Dilma recebe claramente um sinal muito forte da população por mudanças”, destacou.
Para Silval, essa foi uma das eleições mais disputadas há decadas. “O povo quer mudanças e só tem uma forma de mudar: é o governo federal promover as reformas que vem falando que vai promover, reforma tributária, não pode descuidar da reforma trabalhista, eleitoral e desburocratizar o Brasil”, avaliou o governador que ainda tem mais 2 meses de mandato até entregar o comando do Estado em janeiro de 2015 ao pedetista Pedro Taques que representa o bloco de oposição.
Para justificar que a burocracia é um dos principais problemas do Brasil que impede os gestores de fazerem um bom governo, o peemedebista citou como exemplo os trâmites de 4 anos para conseguir assinar, nesta segunda-feira (27) com o Banco do Brasil, 2 contratos totalizando R$ 720 milhões para investir em rodovias estaduais e construir pontes de concreto em todo o Estado. Ele disse que vinha trabalhando desde 2011 para conseguir assinar os contratos. Alegou que hoje era para as mais de 400 pontes estarem todas prontas, mas a burocracia não permitiu.
“É dificuldade de todas as ordens, é isso que a presidente tem que fazer, a reforma tributária para ficar menos impostos e deixar claro para o investidor: a garantia jurídica. Isso tudo faz com que o Brasil passe a ter mais segurança, então a presidente Dilma recebeu claramente esses sinais do empresariado, das ruas e acredito que agora com experiência com a liberdade que ela tem pra formar um novo governo, ela vai promover essas mudanças”, opinou Silval Barbosa.
Gazeta Digital

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