Gasolina chega a R$ 3,25 em postos de MT após reajuste anunciado

O consumidor já sente no bolso a tentativa de recuperação dos cofres da Petrobras. O reajuste é realizado 11 dias após a presidente Dilma Rousseff (PT) se reeleger em segundo turno nas eleições presidenciais. Enquanto a estatal elevou em 3% o preço da gasolina nas refinarias, nos postos para o consumidor a alta chega a cerca de 8,69%. Em alguns postos o litro da gasolina saltou de R$ 2,99 para R$ 3,25. Já o óleo diesel subiu 5% nas refinarias e em média 5,7% nas bombas. 

Informações obtidas pelo Agro Olhar revelam que em Rondonópolis os postos dentro da cidade já estão com o litro da gasolina a R$ 3,25 nesta sexta-feira (07), menos de 24 horas após o anuncio de reajuste por parte da Petrobras. No terceiro maior município de Mato Grosso o litro na quinta-feira (06), até a meia-noite, era encontrado em média a R$ 2,99. Nas rodovias a média verificada em Rondonópolis é de R$ 3,06.

A reportagem percorreu alguns postos de Cuiabá e não constatou alteração de preços nas bombas na manhã de hoje. Contudo, a mudança pode ser realizada a qualquer momento. Em Cuiabá o litro da gasolina é visto entre R$ 2,89 e R$ 2,99 dependendo da localidade do posto.


Até maio deste ano Mato Grosso possuía uma frota de 1.648.875 veículos, segundo o Departamento Nacional de Trânsito (Denatran), sendo em Cuiabá 368.400 veículos.

De acordo com os postos, o aumento da gasolina repassado pela Petrobras foi apenas de 3% por refletir diretamente no bolso do consumidor. Enquanto do óleo diesel, os 5%, é um reajuste disfarçado que irá refletir no bolso de outra forma: nas gôndolas do supermercado.

Como o Agro Olhar já havia adiantado, a presidente da Petrobras, Maria das Graças Foster, teria apresentado na reunião do conselho administrativo da estatal projeções com reajuste de 8%, contudo a expectativa, na ocasião, era que o aumento ficasse na casa dos 5%.

De acordo com especialistas, como relatado pela Folha de S.Paulo, o aumento ainda é insuficiente para que a Petrobras possa recuperar os prejuízos dos últimos anos com a defasagem dos preços. As estimativas é que esteja na casa dos R$ 60 bilhões. A defasagem é decorrente a estatal estar comercializando combustível no mercado interno por preço inferior ao pago pelo produto importado.

Para os consumidores a alta significa um rombo no orçamento. “É um absurdo este reajuste”, declarou o designer de interiores Alex Simoni. A auxiliar administrativa Katerine Lima revela que já está revendo a distribuição do orçamento da casa. “Está tudo subindo após esta eleição. Estou revendo a distribuição do orçamento aqui em casa. Se a gasolina subiu tudo isso, imagina a energia elétrica em abril do ano que vem”.

Óleo diesel

O óleo diesel em postos de rodovia já apresenta alta de R$ 2,60 para R$ 2,75 no caso do óleo diesel comum em pagamento à vista. Já o óleo diesel S-10 chega a casa dos R$ 2,93 em média, também para pagamento à vista.

O último reajuste de preço da gasolina e óleo diesel ocorreu em novembro de 2013 quando a gasolina aumentou 4% e o óleo diesel 8%. O ano passado entre janeiro e novembro a gasolina sofreu reajuste de 10,6% e o óleo diesel de 13,4%.


Olhar Direto

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