“Mato Grosso não está quebrado, mas a situação é preocupante”

Apesar de iniciar gestão com déficit de R$ 1,7 bilhão,
Taques diz que Mato Grosso não está quebrado
Embora tenha em mãos um diagnóstico que aponta um déficit orçamentário de R$ 1,7 bilhão no Governo e uma série de problemas graves em diversas áreas do Estado, o governador eleito Pedro Taques (PDT) afirmou que Mato Grosso não está “quebrado”.

“Do ponto de vista fiscal, Mato Grosso está quebrado? Não, não está, mas a situação é realmente preocupante”, disse ele, nesta segunda-feira (22), após audiência pública na qual apresentou os resultados do estudo elaborado pela equipe de transição de Governo. 

Além do déficit orçamentário, o diagnóstico constatou também um passivo de R$ 3 bilhões na folha de pagamento dos servidores públicos estaduais. 

"Os números são terríveis e nossa capacidade de gestão será colocada à prova. Apesar de todos os problemas, sou um homem esperançoso e todos os secretários indicados afirmam que é possível transformar a realidade de Mato Grosso"
“Os números são terríveis e nossa capacidade de gestão será colocada à prova. Apesar de todos os problemas, sou um homem esperançoso e todos os secretários indicados afirmam que é possível transformar a realidade de Mato Grosso. Vamos trabalhar muito para que isso ocorra e temos total tranquilidade de que nossa administração superará esse momento”, afirmou ele.

O governador eleito reiterou a necessidade de que sejam realizadas auditorias em contratos do Estado, corte em cargos comissionados e redução de custos da máquina pública. 

Ele observou, no entanto, que nenhuma medida será tomada às pressas, especialmente aquelas referentes ao enxugamento do número de servidores comissionados (em cargos de confiança). 

“Faremos tudo com tranquilidade, com prazos estipulados e, acima de tudo, com respeito ao cidadão. Agora, de uma coisa podem ficar certos: nós cortaremos gastos e combateremos a corrupção em contratos. Isso não é devassa, não é caixa preta, é apenas o cumprimento da lei”, disse. 

Investimentos só em 2016

Por conta do déficit orçamentário, Taques já adiantou que 2015 será um ano para “arrumar a casa”, e que os reais investimentos só começarão a ser feitos a partir de 2016.

“O ano de 2015 será de aperto. Investimentos serão feitos a partir de 2016, depois que a gestão estiver feita. Precisamos de um choque de gestão e o choque vem antes da gestão”, afirmou o governador. 

Por enquanto, Taques disse que os investimentos ocorrerão apenas nas áreas prioritárias. 

"O ano de 2015 será de aperto. Investimentos serão feitos a partir de 2016, depois que a gestão estiver feita"
“Precisamos de dinheiro para concretizar as políticas públicas, que são a razão de existir do próprio Estado. Dá pra ser feito muito, trabalhando firmemente, cortando gastos, combatendo a corrupção e investindo nas áreas prioritárias, que são a Saúde, a Educação e a Segurança, para que o cidadão tenha o essencial”, completou. 

Veja os principais problemas detectados pela equipe de transição de governo: 

- Baixo índice no Ideb/MEC no ensino médio - o segundo pior do país;

- Pior malha rodoviária estadual pavimentada do país;

- Baixa eficiência nos contratos, nas licitações e na gestão de pessoas;

- Desabastecimento de medicamentos e insumos de Saúde;

- Risco de descontinuidade de serviços continuados de Saúde;

- Grande dificuldade de processos de licenciamento ambiental;

- Alta taxa de analfabetismo no Estado: 273 mil pessoas; 

- Sucateamento dos equipamentos e instalações de Segurança Pública;

- desabastecimento de insumos básicos e materiais de segurança para a polícia; 

- arrecadação insuficiente por parte do Fisco;

- altos índices de homicídios, estupros, roubos e furtos;

- efetivo policial reduzido e abaixo da média nacional.

Mídia News

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