À vista é a melhor opção para pagamentos

Os Impostos sobre a Propriedade Predial e Territorial Urbana (IPTU) e sobre a Propriedade de Veículos Automotores (IPVA) são recolhidos anualmente pelas prefeituras municipais e governos estaduais, respectivamente. No caso do IPVA, o calendário de pagamento já iniciou, enquanto o IPTU, a previsão da prefeitura de Cuiabá é que seja lançado em abril com o 1º vencimento agendado para maio. Contudo, o economista Vitor Galesso orienta que a melhor forma de pagamento dessas contas é à vista, fugindo dos parcelamentos.
Quando isso não é possível, dividir o valor do débito, organizar-se financeiramente ou até mesmo procurar auxílio bancário podem ser medidas para ficar com as contas em dia. O encarregado de manutenção Acirilo Luiz da Silva, 54, começa a pensar nestes impostos com antecedência. Todos os anos ele diz guardar parte do 13º salário e da remuneração das férias para não ficar em débito com o Estado (Sefaz), nem com a prefeitura de Diamantino, cidade onde mora. Desde 1985, quando casou, Silva coloca como prioridade as conta de começo de ano. “Se eu não pagar, a multa vem e ainda atrasa o desenvolvimento da cidade”.
Silva pode ser considerado parte dos 30% da população que reservam dinheiro para eventuais necessidades. Para o economista são vantajosos os descontos de 5% no IPVA e de até 10% no IPTU para quem paga à vista. Mas, se a única opção for recorrer a empréstimos, o especialista recomenda evitar uso de cartão de crédito ou cheques especiais. “Para quem tem bom relacionamento no banco é preferível ir até ao gerente e fazer um empréstimo que seja adequado. Para quem não tem muito recurso ou está endividado a melhor opção é o empréstimo consignado, já que possui taxa de juros mais compensatória”.
A dica para aqueles que aplicam dinheiro é retirar desta economia para pagar as contas, caso não seja uma aplicação em longo prazo, como previdência social privada. A indicação é válida para investimentos de curto prazo, como conta poupança. “Nenhuma aplicação financeira dá respostas superiores à taxas de juros que são aplicadas às operações de conta. Por exemplo, o banco recompensa em 1% ao mês e cobra entre 4% a 5% pelo mesmo período. Isso significa, que o desconto ao pagar à vista dá ‘mais lucro’ do que o rendimento dos juros do banco”.
A assistente social, Jolice Gomes, 40, prefere negociar o IPTU e pagar à vista o IPVA. A atitude dela é motivada principalmente porque neste período do ano precisa despender de pelo menos R$ 2 mil com material escolar para as filhas. Galesso explica que esta atitude é um dos princípios da economia: o planejamento financeiro. Ele concorda que não adianta ter desconto em uma conta pagando à vista e continuar com outros compromissos em débito. “Se o caixa não comporta o pacote integral das dívidas, parcelar é a melhor opção mesmo pagando juros. O ideal é ter contabilizado corretamente as receitas para ter dinheiro disponível neste período do ano”.
Tudo isso depende, na opinião do economista, de um conjunto de planejamentos que incluem guardar parte do 13º salário, remuneração de férias e não desperdiçar tudo em festas ou viagens. “Para quem tem dinheiro tudo fica mais barato. Esta é a lógica do nosso sistema financeiro”.

IPVA - De acordo com dados da Secretaria de Estado de Fazenda (Sefaz/MT) o pagamento do IPVA à vista garante desconto de 5%, em cota única, até o dia 10 do mês de vencimento. Proprietários de veículos com final de placa 1 que pagaram o imposto até este sábado (10), obtiveram esse percentual de desconto. Quem efetuar o pagamento de hoje até o dia 20 receberá desconto de 3%. Entre 21 e 30 de janeiro, o recolhimento pode ser feito integral ou parcelado em até 3 vezes, sem desconto. A opção pelo parcelamento deve ser garantida até 30 de janeiro, prazo final para quitação de 1ª parcela. Depois do dia 30, o IPVA só poderá ser pago de forma integral com acréscimos legais como, correção monetária, juros e multas.

A arrecadação prevista com o imposto é de R$ 445,7 milhões, sendo que 50% são repassados ao município onde o veículo estiver emplacado. Em Mato Grosso, as alíquotas do imposto variam entre 1% e 4%, conforme modelo do automóvel. A Sefaz/MT informa também que veículos novos adquiridos nas concessionárias mato-grossenses por cidadãos domiciliados no Estado continuam tendo o benefício da isenção do IPVA no exercício em que o bem foi adquirido, desde que permaneçam registrados em Mato Grosso pelos 2 anos seguintes ao da compra. Quanto ao pagamento, pode-se emitir a guia para pagamento do imposto no portal da Sefaz (www.sefaz.mt.gov.br), no menu IPVA, Emissão de DAR/Novo. 

IPTU -A prefeitura de Cuiabá informou por meio de assessoria de imprensa que o IPTU vai ser lançado somente em abril e a 1ª parcela vence em maio. No ano passado as alíquotas foram 0,4% para imóveis prediais e 2% para terrenos. O imposto é calculado de acordo com o valor venal dos imóveis constante na Planta de Valores Genéricos e será atualizado conforme o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA). A prefeitura de Cuiabá concede duas formas de pagamento: à vista (cota única), com um desconto de 10% ou parcelado em até 6 vezes, sem desconto e sem juros.

Em 2014, os contribuintes que estavam em débito com o município não tiveram desconto no pagamento. A isenção é garantida aos imóveis com valor inferior a R$ 25 mil, exceto imóveis territoriais, comerciais e unidades autônomas desdobradas com cadastro individualizado para fins tributários. Também para aposentados que ganham até 3 salários mínimos que podem apresentar pedido na sede da prefeitura. Os aposentados que já possuem isenção não necessitam realizar outro pedido, pois a isenção vale até o ano de 2016.
Gazeta Digital

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