MT tem 49 mil doadores de medula

Com cerca de 49 mil doadores de medula óssea cadastrados, Mato Grosso é um dos estados que ainda não possui centros de transplante. Atualmente regulado pelo Ministério da Saúde, os transplantes são realizados em 27 unidades espalhadas pelo país. O custeio é de responsabilidade integral do Governo Federal.

Pacientes do Estado que precisam de uma novamedula são transferidos para localidades onde existam estes centros. O mesmo acontece com doadores compatíveis no momento em que algum paciente em outra região necessita da medula. Nesta sexta-feira (09), uma portaria publicada pelo Ministério da Saúde possibilita aos estados criar ou ampliar a quantidade de leitos disponíveis para a realização de transplantes.
Segundo o órgão, devido a alta complexidade, cada leito custa em média R$ 240 mil. Para que garanta o recurso federal, os gestores devem se comprometer, no mínimo, com cinco leitos.
De acordo com o Ministério da Saúde, a expectativa com o anúncio desses novos recursos é de que a quantidade de leitos suba dos atuais 88 para pelo menos 250. Para isso, deve partir dos estados e gestores a iniciativa em implantar ou aumentar o número através de projetos que serão analisados. Entre os critérios para que as propostas sejam aceitas está o compromisso de habilitar cinco leitos e realizar 10 transplantes de medula óssea não aparentado por ano. O procedimento é considerado de maior complexidade, uma vez que não há relação familiar entre doador e receptor.
Em Mato Grosso, o banco de doadores de medula óssea é composto por 49 mil pessoas que procuraram pelo MT Hemocentro para se cadastrar. Segundo a assistente social do Departamento de Serviço Social de Doação da unidade no Estado, Ana Maria Mesquita Corrêa da Costa, somente o MT Hemocentro realiza essa habilitação. “O sangue recolhido é encaminhado para análise de histocompatibilidade e depois inserido no banco nacional que é regulado pelo Ministério da Saúde. Não fazemos transplantes aqui em Mato Grosso, por isso, tanto doadores compatíveis, quanto pacientes que precisam de medula são levados para outras regiões”.
Ana Maria conta que no ano passado, quatro doadores cadastrados no Estado foram identificados como sendo compatíveis a pacientes brasileiros. Segundo ela, todos eram de municípios do interior e foram transferidos para outras localidades, onde os exames e testes para confirmar a compatibilidade são realizados. “Não há como precisar se eles conseguiram finalizar o transplante, porque a regulação é do Ministério da Saúde. Eles apenas entram em contato conosco assim que um doador compatível é localizado”.
TRANSPLANTE AUTÓLOGO - Além dos transplantes entre pessoas sem grau de parentesco realizado em 27 unidades, outros 78 hospitais do país disponibilizam o transplante do tipo autólogo, quando o paciente é seu próprio doador. De acordo com o Ministério da Saúde, não é qualquer unidade que pode se habilitar a realizar o procedimento, uma vez que o transplante é classificado como de alta complexidade. Isto porque o paciente transplantado fica suscetível a qualquer doença, já que ele perde toda sua imunidade em decorrência da cirurgia. Por conta disso, o leito deve ser isolado e uma equipe multidisciplinar composta por diversas especialidades fica responsável pelo transplantado.
Dados do Registro Nacional de Doadores de Medula Óssea (Redome) mostram que no Brasil há cerca de 3,5 milhões de doadores cadastrados.

Apesar do número ser bem maior a fila de espera, a compatibilidade genética entre as medulas é um entrave para a doação. De acordo com o Instituto Nacional de Câncer (Inca), em média, são realizados no país oito transplantes por mês, sendo seis do tipo autólogo.
Por meio da assessoria de imprensa, a Secretaria de Estado de Saúde (SES/MT) afirma que o tem Governo em interesse em restabelecer transplantes em Mato Grosso. No momento, as equipes técnicas do órgão realizam estudo para levantar como estão os serviços prestados e os convênios recebidos via Ministério da Saúde. De acordo com a pasta, somente com estas informações concretas é que será possível fazer definições sobre o assunto.Pacientes do Estado que precisam de uma novamedula são transferidos para localidades onde existam estes centros. O mesmo acontece com doadores compatíveis no momento em que algum paciente em outra região necessita da medula. Nesta sexta-feira (09), uma portaria publicada pelo Ministério da Saúde possibilita aos estados criar ou ampliar a quantidade de leitos disponíveis para a realização de transplantes.

Segundo o órgão, devido a alta complexidade, cada leito custa em média R$ 240 mil. Para que garanta o recurso federal, os gestores devem se comprometer, no mínimo, com cinco leitos.
De acordo com o Ministério da Saúde, a expectativa com o anúncio desses novos recursos é de que a quantidade de leitos suba dos atuais 88 para pelo menos 250. Para isso, deve partir dos estados e gestores a iniciativa em implantar ou aumentar o número através de projetos que serão analisados. Entre os critérios para que as propostas sejam aceitas está o compromisso de habilitar cinco leitos e realizar 10 transplantes de medula óssea não aparentado por ano. O procedimento é considerado de maior complexidade, uma vez que não há relação familiar entre doador e receptor.
Em Mato Grosso, o banco de doadores de medula óssea é composto por 49 mil pessoas que procuraram pelo MT Hemocentro para se cadastrar. Segundo a assistente social do Departamento de Serviço Social de Doação da unidade no Estado, Ana Maria Mesquita Corrêa da Costa, somente o MT Hemocentro realiza essa habilitação. “O sangue recolhido é encaminhado para análise de histocompatibilidade e depois inserido no banco nacional que é regulado pelo Ministério da Saúde. Não fazemos transplantes aqui em Mato Grosso, por isso, tanto doadores compatíveis, quanto pacientes que precisam de medula são levados para outras regiões”.
Ana Maria conta que no ano passado, quatro doadores cadastrados no Estado foram identificados como sendo compatíveis a pacientes brasileiros. Segundo ela, todos eram de municípios do interior e foram transferidos para outras localidades, onde os exames e testes para confirmar a compatibilidade são realizados. “Não há como precisar se eles conseguiram finalizar o transplante, porque a regulação é do Ministério da Saúde. Eles apenas entram em contato conosco assim que um doador compatível é localizado”.
TRANSPLANTE AUTÓLOGO - Além dos transplantes entre pessoas sem grau de parentesco realizado em 27 unidades, outros 78 hospitais do país disponibilizam o transplante do tipo autólogo, quando o paciente é seu próprio doador. De acordo com o Ministério da Saúde, não é qualquer unidade que pode se habilitar a realizar o procedimento, uma vez que o transplante é classificado como de alta complexidade. Isto porque o paciente transplantado fica suscetível a qualquer doença, já que ele perde toda sua imunidade em decorrência da cirurgia. Por conta disso, o leito deve ser isolado e uma equipe multidisciplinar composta por diversas especialidades fica responsável pelo transplantado.
Dados do Registro Nacional de Doadores de Medula Óssea (Redome) mostram que no Brasil há cerca de 3,5 milhões de doadores cadastrados.

Apesar do número ser bem maior a fila de espera, a compatibilidade genética entre as medulas é um entrave para a doação. De acordo com o Instituto Nacional de Câncer (Inca), em média, são realizados no país oito transplantes por mês, sendo seis do tipo autólogo.
Por meio da assessoria de imprensa, a Secretaria de Estado de Saúde (SES/MT) afirma que o tem Governo em interesse em restabelecer transplantes em Mato Grosso. No momento, as equipes técnicas do órgão realizam estudo para levantar como estão os serviços prestados e os convênios recebidos via Ministério da Saúde. De acordo com a pasta, somente com estas informações concretas é que será possível fazer definições sobre o assunto.

A Gazeta Digital

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