PF localiza menina raptada em Cuiabá há quase dois anos

A criança foi encontrada na cidade de Cassola, na Região de Vicenza, na Itália

Reprodução/Facebook

Uma operação de cooperação entre a Polícia Federal e a Polícia da Itália conseguiu localizar a garota Ida Verônica Feliz, desaparecida de Cuiabá no dia 26 de abril de 2013. 


O anúncio da localização da criança foi feita pela PF há quase duas horas, por meio de sua página de relacionamento.



Ida Verônica foi raptada quando tinha 8 anos e morava com sua família adotiva, no bairro Goiabeiras.



Segundo informações da Polícia Federal, a criança foi encontrada na cidade de Cassola, na Região de Vicenza, na Itália.



No local, ela já morava com seus pais biológicos - Élida Isabel Feliz e Pablo Milano Escarfulleri - e havia recebido um novo nome.



O nome dela constava na Difusão Amarela da Interpol, registro internacional para pessoas desaparecidas usado em todo o mundo.


O destino da garota, porém, deverá ser decidido pela Justiça da Itália.

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O sequestro



Ida Verônica morava com sua família adotiva em Cuiabá. 


No dia do sequestro, um homem se aproximou da casa da família e pediu à sua irmã mais velha, Daniele de Siqueira, por um copo d’água.



Quando a mulher retornou com o copo, o criminoso apontou uma arma e levou a menina.



“Quando eu falei, ‘está eu e a minha irmã’, ele disse ‘é ela mesmo que eu quero' e saiu puxando ela”, contou Daniele, em entrevista à Globo News, na época.



Em seguida, o rapaz e um comparsa fugiram em um Celta branco.



Os pais adotivos de Ida Verônica contaram à Polícia que a mãe biológica já havia vindo a Cuiabá para tentar levar a menina, mas não conseguiu.



Antes de ir embora, ela avisou que contaria com bolivianos para sequestrar a filha.



Os pais biológicos perderam a guarda da filha ao deixarem-na sozinha em um quarto de hotel, na Capital.


Condenação



Apontados como os principais mandantes do sequestro, os pais biológicos de Ida Verônica são condenados por tráfico internacional de drogas, segundo informações prestadas pela da Polícia Civil, na época.



Ambos foram presos no Brasil por tráfico de drogas em 2006. A mãe, Élida, foi presa em um apartamento em Florianópolis (SC), com 3 mil comprimidos de ecstasy. Pelo crime, ela foi condenada a 10 anos de prisão.



Já o pai, Pablo, foi preso por tráfico internacional e expulso do país no ano de 2009, após cumprir pena por tráfico de drogas em Mato Grosso.



A mãe, que tem nacionalidade dominicana, foi colocada em liberdade, mas depois teve novamente a prisão preventiva decretada pela Justiça de Santa Catarina, por quebra de regime.



No dia 30 de setembro de 2010, a mulher fugiu do país, levando outro filho biológico - na época, com três anos -, que morava provisoriamente com uma família, na cidade de Tubarão (SC). O menino nasceu na prisão.



Na ocasião, a mãe biológica aproveitou-se de uma das visitas autorizadas pela Justiça e raptou a criança.


Ação penal



Quatro meses após o sequestro, o MPE denunciou os mandantes do crime e pais biológicos de Ida por ameaça e subtração de incapaz.



A denúncia criminal, assinada pela promotora Fânia Helena de Oliveira Amorim, foi recebida pelo Juízo da 8ª Vara Criminal da Comarca de Cuiabá, mas o processo corre sob sigilo.



A Justiça prevê que o crime de subtração de incapaz não exime de pena os agentes da ação caso eles sejam pais ou tutores do menor, uma vez eles que tenham sido destituídos ou temporariamente privados do pátrio poder. A pena, nesses casos, é de detenção dois meses a dois anos.


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