COP 21 uma Esperança para o Planeta

A 21a Conferência das Partes (COP 21) da Conferência das Nações Unidas Sobre as Mudanças Climáticas está ocorrendo nesse momento em Paris. Pela primeira vez, temos condições de chegar a um acordo que irá trazer mudanças concretas no tangente à emissão de gases de efeito estufa e a redução do desmatamento, pois os países mais resistentes às mudanças, justamente os maiores poluidores (EUA e China) parece que se renderam aos fatos. As mudanças climáticas estão ocorrendo de forma acelerada, causando um aumento na temperatura global, o que tem levado ao derretimento das geleiras, à intensificação de fenômenos como o El Niño, responsável pelas secas no Brasil e ao número recorde de furacões observados nesse ano, dentre outros fenômenos “naturais” que ceifaram inúmeras vidas, gerando também prejuízos econômicos de grande monta. Mitigar esses efeitos custa barato, apenas 1% do PIB mundial, de acordo com especialistas; deixar a situação como está, custaria muito mais caro. Mato Grosso tem condições de ser um protagonista nesse processo. Somos o maior produtor brasileiro de biodiesel (rivalizando com o Rio Grande do Sul) e poderíamos tirar proveito da grande incidência de energia solar em nossa região, o que infelizmente ainda não está ocorrendo.  O governador Pedro Taques está em Paris propondo metas ambiciosas para o estado. De acordo com a imprensa, serão gastos 39 bilhões de reais em 15 anos para reduzir a emissão de gás carbônico em 6 gigatoneladas até 2030. Para tal, as autoridades do estado pretendem acabar com os desmatamentos ilegais até 2020 e recuperar 2,9 milhões de hectares de reservas legais e áreas de preservação permanente, substituindo 6 milhões de hectares de pastagens de baixo rendimento por cultivos de alta produtividade, dentre outras medidas.  As metas são ambiciosas, mas na qualidade de cidadãos, temos que colaborar para que sejam atingidas. Nesse sentido, a UFMT tem muito a contribuir. Há diversas pesquisas em andamento na universidade, como por exemplo, na agricultura de precisão, na fruticultura e nas áreas de veterinária e zootecnia, que permitirão uma maior eficiência na produção de frangos e bovinos, dentre outros.  A universidade é líder nacional também em pesquisas sobre áreas úmidas, cuja preservação contribui para a mitigação na emissão de gases de efeito estufa e na regulação do ciclo hidrológico, dentre outros. Em nossos laboratórios, produzimos uma nova tecnologia inovadora, que utiliza radiação de microondas para a produção de biodiesel etílico, evitando o uso de metanol, cuja fonte principal é o petróleo. Ainda utilizando microondas, desenvolvemos um equipamento que permite a produção de energia a partir do lixo orgânico, o que contribui também com a política nacional de resíduos sólidos. A união faz a força! Vamos lutar para a preservação da vida em nosso planeta.


Prof. Paulo Teixeira de Sousa Jr, PhD
Centro de Pesquisas do Pantanal – CPP
Instituto Nacional de Ciência e Tecnologia em Áreas Úmidas
Centro Interdisciplinar de Pesquisas em Biocombustíveis




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