'Impeachment de Dilma melhora o Brasil'

Patrícia Helena Dorileo, repórter do GD

Todos os representantes de Mato Grosso no Senado Federal votaram a favor do julgamento da presidente afastada Dilma Rousseff (PT) na casa.
José Medeiros (PSD), Wellington Fagundes (PR) e Cidinho Santos (PR) foram a favor do parecer do relator Antonio Anastasia (PSDB-MT). Nesta penúltima votação do impeachment de Dilma, que aconteceu na noite de terça-feira (9), somaram-se 59 votos favoráveis, 21 contrários e nenhuma abstenção. Apenas o presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL) não votou.
“O placar foi previsível, não mudou muito da última votação. Está muito bem definido os votos prós e contras”, avalia Wellington Fagundes.
O relatório da comissão especial que julga o processo de impedimento da presidente, elaborado por Anastasia acolhe parte da acusação de crime de responsabilidade contra ela. O parecer diz que a petista cometeu um ‘atentado’ à Constituição ao praticar as ‘pedaladas ficais’, que são os atrasos de pagamentos da União a bancos públicos para execução de despesas.
Medeiros e Fagundes compõem a Comissão Especial. O senador pelo PR afirmou que sempre foi “cauteloso neste processo em respeito ao povo mato-grossense e ao povo brasileiro”. Completou dizendo que o “orçamento precisa ser realista, não uma peça de ficção”.
Já o parlamentar do PSD reforçou que os decretos aprovados por Dilma que de crédito suplementar sem autorização do Congresso Nacional tiveram impactos e que há senadores tentando relativizar a situação. “Pau que bate em Fernando Collor não pode bater em Dilma?”, indagou. Ele ainda afirmou que Anastasia é inocente.
O próximo passo é a fase do julgamento e decidirá o futuro de Dilma Rousseff. “Essa fase terá conteúdo muito mais político, não se restringirá à parte técnica. Ricardo Lewandowski, não deve entrar no mérito, apenas conduzir a reunião a partir de agora. Será uma eleição, cujo eleitor é o parlamentar”, explana Fagundes.
O senador defende que o Brasil demonstra maturidade política. “O povo fez manifestações ordeiras nas ruas e entregou a responsabilidade para o Congresso Nacional, e é nossa mesmo. Estamos no meio de Olimpíadas e tudo segue na normalidade, as instituições funcionando. Os estrangeiros estão abismados em como estamos conseguindo administrar tudo”, finaliza o parlamentar.
A votação final pode ser realizada a partir do dia 29 de agosto. Se pelo menos 54 dos 81 senadores votarem a favor do afastamento de Dilma, ela perde definitivamente o mandato de presidente.
O governador de Mato Grosso
Pedro Taques (PSDB) comentou em um evento nacional de agronegócio, em São Paulo, sobre o processo de impeachment. Reafirmou que acredita no impedimento de Dilma Rousseff para dar prosseguimento ao governo federal.
“Acredito no impeachment e os indicadores já revelam que esta confiança tem aumentado. Creio que com o impeachment as coisas melhorem, mas isso não resolve tudo. Teremos o mesmo Congresso, os mesmos deputados, os mesmos senadores, os mesmos políticos. Não é um remédio que vai resolver tudo. Outros desafios precisam ser superados”, destacou Taques.
O governador mato-grossense foi o primeiro chefe dos poderes Executivo Estaduais a manifestar-se a favor do impeachment da presidente. “Entendo que a condução do estado chefiado por ela está recheada de equívocos. Equívocos políticos e econômicos que resultaram em um déficit de quase R$ 170 bilhões. Foi desenvolvida uma política de intervenção no domínio econômico, que sou contrário. Entendo que as próprias leis de mercado poderiam resolver isso”, finalizou Taques.

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