Santuário estuda trazer mais 7 elefantes

Keka Werneck, repórter do GD

Pouco mais de 8 meses após as elefantas asiáticas Maia e Guida inaugurarem o primeiro Santuário de Elefantes da América Latina, na Chapada dos Guimarães, ambientalistas começam a se mobilizar para trazer mais 7 animais, sendo o primeiro deles a Ramba, que está no Chile.
Marcus Vaillant

Reserva fica na comunidade Rio da Casca
A previsão é a de que Ramba chegue em outubro deste ano, mas isso vai depender de uma série de mobilizações do Santuário de Elefantes Brasil, que idealizou o projeto na Chapada. A entidade é uma organização sem fins lucrativos voltada para animais cativos na América do Sul.
O santuário na comunidade de Rio da Casca foi inaugurado em 11 de outubro do ano passado e agora precisa de adequações para receber Ramba.
"Estamos conversando, vendo a possibidade e principalmente nos estrutundo, porque agora estamos gastando toda a nossa energia colocando cercas na área", explica a publicitária Junia Machado, da Santuário de Elefantes Brasil e uma das idelizadoras do projeto.
Segundo ela, a comunidade de entorno está muito feliz com o projeto e já tem uma família local contratada para trabalhador como cuidadora.
Reprodução

Ramba vive no Chile
Ramba e Mara
Ramba vive em um circo no Chile. É conhecida como a última elefanta de circo no país, que não aceita mais esta prática. A estimativa é a de que tenha mais de 50 anos.
Por sofrer abuso e negligência, está apreendida, desde 2011, em um zoológico em Rancagua.
Ao ser socorrida, tinha marcas e hematomas no corpo provocadas por ferramentas usadas em treinamento para o show circense.
Já Mara mora em um zoológico em Buenos Aires, capital da Argentina, com duas africanas. Elas revezam o uso do recinto.
O Zoo está em processo de transformação, tem um projeto em andamento de virar um ecoparque e precisa encaminhá-la para local adequado.
Pelusa
Pelusa, de mais de 50 anos, está em um zoo em La Plata, na Argentina. Sofre de infecção na pata e perda de massa muscular.
Ambientalistas, incomodados com o quadro de saúde dela, entraram em contato para que seja recebida no santuário.
"Ela não está hoje em ambiente propício a melhorar, porque vive em uma área minúscula, precisa de espaço para caminhar e sarar", diz Junia.
Conforme Junia, é muito difícil e improvável encontrar elefantes saudáveis em cativeiro.
Confira o relato sobre as condições de Pelusa
Outros 4 animais
Outros 4 animais em vistas de virem para o santuário estão em em um zoológico em Mendonza, na Argentina.
São 2 fêmeas asiáticas e 1 macho, além de 1 macho africano.
Vida no santuário
Após uma vida de cativeiro, veja imagens de como Maia e Guida estão adaptadas no santuário da Chapada.
Maia e Guida
Desde que chegaram ao santuário, as asiáticas se adaptaram muito bem.
"Estão ótimas, vocalizam, se comunica, se divertem", resume Junia.
Mas foi difícil trazê-las, cada uma delas pesando cerca de 4 toneladas. Viajaram em conteiners feitos sob medida por mais de 48 horas de uma fazenda em Paraguaçu, Minas Gerais, onde estavam vivendo, já há 5 anos, acorrentadas, até o “paraíso” na Chapada, um lugar tranquilo e com muito verde, água suficiente e diversidade natural, onde vão passar o resto dos dias, após uma vida circense de maus tratos.
Tanto Guida, quanto Maia, foram trazidas da Tailândia, ainda recém-nascidas. Viveram por cerca de 40 anos fazendo
espetáculos circenses. Quando envelheceram, foram descartadas.
Maus tratos
Já estão identificados 50 elefantes, vítimas de maus tratos, na América Latina, com vistas a serem trazidos ao santuário da Chapada.
Foram expostos em circos, mediante violência física para cumprirem o passo a passo nas apresentações, ou em zoológicos.
Tanto é que agora a coordenação do santuário na Chapada não quer saber de mais exposição, sendo assim a área é restrita.
A ideia é construir dois centros pedagógicos, 1 no próprio santuário e outro na cidade, para que principalmente crianças conheçam os animais e possam visualizá-los, com binóculos.

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