Família de bebê morto em calçadão de Copacabana vai processar atropelador


A família da pequena Maria Louise, de oito meses, que morreu em um atropelamento em Copacabana, zona sul do Rio de Janeiro, na última quinta-feira (18), vai processar o motorista responsável pelo acidente.
Antonio de Almeida Anaquim, de 41 anos, que dirigia o carro, deverá ser indiciado por homicídio culposo e vai responder ao processo em liberdade. Oito vítimas do atropelamento continuam internadas em hospitais do Rio de Janeiro.
O advogado da família, Carlos Alberto do Nascimento, confirmou, neste sábado (20), que vai entrar com uma ação na Justiça na próxima semana para cobrar que o atropelador pague o tratamento da mãe, Niedja da Silva Araújo, que também se feriu no acidente e está desempregada.
Nascimento disse ainda discordar da avaliação da polícia de que o condutor do veículo não teve a intenção de matar. 
O corpo do bebê foi enterrado no Cemitério São João Bastista, em Botafogo, zona sul da cidade, na tarde deste sábado. A criança foi a única vítima fatal do atropelamento na praia de Copacabana, que deixou outras 17 pessoas feridas.
Acidente
O bebê estava no carrinho em companhia da mãe e da avó. A família caminhava no calçadão, quando o veículo as atingiu. O carro, que trafegava na avenida Atlântica, atravessou a ciclovia, atropelou as pessoas que estavam no calçadão e só parou na faixa de areia.
O motorista do veículo contou que sofreu ataque epilético e teve uma apagão quando dirigia. Ele vai responder em liberdade por homicídio culposo — quando não há intenção de matar — e pelas lesões corporais.
O inquérito policial ainda não foi concluído e a situação do motorista Antonio de Almeida Anaquim, de 41 anos, ainda pode ser agravada pelo fato dele ter negado possuir qualquer doença neurológica, incluindo epilepsia, na última renovação de CNH (Carteira Nacional de Habilitação).
Vítimas internadas
Das oito vítimas internadas, cinco estão hospitalizadas no Miguel Couto, na Gávea, e outras três permanecem no Hospital Souza Aguiar, no centro, segundo informações da Secretaria Municipal de Saúde.
O caso mais grave é do australiano de 68 anos. Ele está na UTI (Unidade de Terapia Intensiva), do Hospital Miguel Couto, e respira com ajuda de aparelhos.
Uma criança de 7 anos e outros três adultos apresentam quadro estável, mas aguardam por cirurgia ortopédica. A operação está prevista para ocorrer segunda-feira (22).
No Hospital Souza Aguiar, uma argentina de 61 anos e outra vítima, que passaram por cirurgia, se recuperam bem.
Já Geazi Nascimento, de 32 anos, que sofreu uma fratura no braço, aguarda transferência para um hospital especializado em ortopedia, onde deve passar por cirurgia. 
R7

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