Servidor público é preso usando cartão de crédito de morto

Servidor público da Prefeitura de Alta Floresta (803 km ao Norte de Cuiabá) foi preso na segunda-feira (4), acusado de usar o cartão de crédito de uma pessoa morta. Ele, que estava cedido à Perícia Oficial e Identificação Técnica (Politec), aproveitou do cargo para praticar o golpe, avaliado em R$ 8 mil.

O suspeito foi autuado em flagrante pelo crime de posse ilegal de munições, durante cumprimento de mandado de busca e apreensão em sua residência, no bairro Boa Nova III, em Alta Floresta. O funcionário público também responderá em inquérito policial pelos crimes de peculato e estelionato.  

O golpe
 No dia 31 de julho, os funcionários da agência bancária do Sicredi de Paranaíta, onde a vítima possuía conta conrrente, perceberam uma movimentação estranha, referente a um empréstimo pessoal no valor de R$ 5.250, além de saques no valor de R$ 2,5 mil. Todas as transações foram realizadas em caixas eletrônicos da agência de Alta Floresta.

Assim que foi notificada da situação, a Polícia Civil de Alta Floresta iniciou as investigações e por meio de imagens de circuito interno de segurança conseguiu identificar o autor da fraude. Segundo o delegado, Pablo Carneiro, o suspeito se valeu da condição de servidor público para subtrair o cartão bancário da vítima quando o corpo foi encaminhado a Politec para o exame de necrópsia. 

“Como a conta da vítima não tinha saldo, o suspeito contrato um empréstimo para posteriormente realizar os saques dos valores”, explicou o delegado. Diante das evidências, o delegado representou pelo mandado de busca e apreensão na residência do suspeito, o qual foi decretado pela Justiça e cumprido na segunda-feira. Na casa do investigado, os policiais apreenderam 9 munições, sendo 8 calibre 38 e 1 calibre 32.

Questionado, o suspeito disse que já havia destruído o cartão da vítima. O  servidor foi conduzido à Delegacia de Alta Floresta, onde após ser interrogado, foi autuado em flagrante por posse ilegal de munições. O delegado arbitrou fiança no valor de R$ 1 mil e o suspeito responderá em liberdade pelos inquéritos pelo de posse ilegal, estelionato e peculato. (Com informações da assessoria de imprensa).
Redação do GD
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