Médico cita 'apagão na saúde' e pede ao MPF lockdown em Cuiabá e VG


Ex-secretário de Saúde de Cuiabá, o médico Werley Peres ingressou no Ministério Público Federal (MPF) com o pedido para que recorra à Justiça para determinar o lockdown em Cuiabá e Várzea Grande
                    
Profissional da rede pública e privada, o médico diz que as redes de urgências e emergências já estão em colpaso. "Estamos iniciando um apagão na saúde pois diariamente médicos, enfermeiros e técnicos de enfermagem estão se contaminado. Isso está desfalcando as equipes e consequentemente sobrecarregando ainda mais o serviços os trabalhadores que estão de plantão", agumenta no pedido protocolado na quarta-feira (1). 

Peres explica que Cuiabá e Várzea Grande somam um quarto da população de Mato Grosso e uma ação de lockdown nessas duas cidades "certamente terá reflexos no sistema de saúde em 15 dias com diminuição de óbitos, mas infelizmente os já contaminados estão sobre um grande risco nas próximas duas semanas".

No documento, o médico alega que já é público que muitas medicações usadas dentro de UTI e salas de emergências estão em falta em vários estados do Brasil e certamente haverá dificuldade para os municípios.

Conforme ele, a rede privada também se encontra no limite e enfrenta as mesmas limitações que a rede pública na Grande Cuiabá.

"A covid-19 não tem tratamento comprovado até o momento, temos na verdade a utilização de forma empírica de medicamentos sem um estudo robusto da eficácia, pois temos óbitos e complicações mesmo daqueles pacientes que utilizaram os remédios amplamente divulgados", esclarece o médico.

"Por ser médico e trabalhar na urgência e emergência tanto na rede pública quanto privada de Cuiabá, peço que leve em consideração os argumentos expostos. E na atual condição em que nos encontramos a única forma de frear a contaminação e achatar a curva de contaminação é ter um lockdown com fechamento completo de todas as atividades não essenciais. Se não diminuirmos a circulação de pessoas nas ruas e as aglomerações rapidamente, teremos um número de óbitos absurdo nos próximos 45 dias . Como médico e ser humano, tenho que defender o direito a vida e também dar condições dignas de assistência àqueles que estão doentes", resume.




Fonte: Gazeta Digital


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