Sistema criado pela Polícia Civil reúne dados de desaparecidos e colabora para a localização de pessoas em MT

O sistema Abitus foi criado para atender o Núcleo de Pessoas Desaparecidas da DHPP em Cuiabá e, posteriormente, estendido a todas as unidades da Polícia Civil.




Disponível para todas as delegacias do estado, o sistema da Polícia Civil de Mato Grosso sobre desaparecidos é uma ferramenta que reúne informações para auxiliar nas investigações e contribuir para a localização de pessoas.

O sistema Abitus foi criado para atender uma demanda do Núcleo de Pessoas Desaparecidas da Delegacia Especializada de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) de Cuiabá e, posteriormente, foi estendido a todas as unidades da Polícia Civil.

As informações sobre pessoas desaparecidas estão disponíveis na página  https://desaparecidos.pjc.mt.gov.br desenvolvida para dar visibilidade à divulgação e colaborar na localização de pessoas que estão desaparecidas em diferentes cidades de Mato Grosso e também em outros estados

Desenvolvido pela Coordenadoria de Tecnologia da Informação (Coti), dentro dos módulos do sistema Geia, o Abitus faz o controle de pessoas desaparecidas possibilitando o cadastro e acompanhamento dos casos relacionados a desaparecimentos registrados no estado.

O banco de dados é alimentado pelas delegacias de todo o estado, com base nos boletins de ocorrências de desaparecimentos registrados, conforme define a Resolução 064/2020, do Conselho Superior de Polícia.

Segundo o gerente de desenvolvimento de sistemas da Coti, Ricardo Barcelar, além das informações básicas passadas no momento do registro do boletim de ocorrência, como nome, idade e local que a pessoa desapareceu, o sistema também permite a integração de outros dados levantados durante a investigação, entrevistas realizadas, relatório do investigador e informações mais específicas como hábitos da pessoa, se possui alguma doença ou histórico de desaparecimento anterior.


“O sistema criado a princípio para atender a demanda de um setor se tornou a ferramenta oficial da Polícia Civil para registro de desaparecidos. Através do sistema é possível fazer o acompanhamento da ocorrência, levantar dados e outras informações relevantes que são passadas periodicamente para Secretaria Nacional de Segurança Pública (Senasp) para formação de estatísticas”, explicou.

Ricardo Barcelar ressalta que com as informações reunidas no sistema é possível desenvolver diversos índices estatísticos que podem contribuir para as investigações. “Avaliando as ocorrências, podemos constatar por exemplo, que quanto mais dias a pessoa está desaparecida, mais difícil se torna a possibilidade de localização”, explicou.

Site Desaparecidos

Após a criação do sistema, que inicialmente era de uso interno da Polícia Civil, surgiu a necessidade de uma ferramenta que não ficasse restrita à instituição e funcionasse como forma de divulgação dos desaparecidos para a sociedade.

A ideia era ter um canal que oferecesse a possibilidade de serem passados dados de pessoas desaparecidas, assim como informações que possam auxiliar na localização das vítimas.

Através do site, a população pode compartilhar as informações de desaparecidos por meio do aplicativo WhatsApp e também divulgar um cartaz padrão para divulgação de pessoa desaparecida. Com base nas informações inseridas, o sistema gera a divulgação, que pode ser compartilhada em formato de cartaz ou em link para o aplicativo de mensagens.

Além do número de pessoas desaparecidas no estado, o site também mostra os dados de localizados, sendo atualmente 289 pessoas desaparecidas e 732 localizadas.

A manutenção do sistema é realizada pela Coti, porém a alimentação é realizada pelas delegacias do estado, sendo que a unidade policial que cadastra o desaparecido também é responsável por comunicar a sua localização, uma vez que o site expõe para sociedade a informação.

A informação da localização da pessoa fica disponível no site por aproximadamente 15 dias e posteriormente é retirada, com a finalidade de não expor a pessoa localizada desnecessariamente.

O delegado titular da DHPP, Fausto Freitas, ressaltou que o Núcleo de Pessoas Desaparecidas vem realizando um importante serviço social e investigativo para a população da região metropolitana, bem como dando assessoramento às unidades do interior. “O Sistema Abitus veio para dar mais agilidade e qualidade aos trabalhos do NPD”, destacou.

NPD

O Núcleo de Pessoas Desaparecidas da DHPP de Cuiabá movimenta o maior número de registros de pessoas desaparecidas no estado e também dá apoio, quando necessário, às demais unidades da Polícia Civil do estado

O NPD recebe em média 70 a 75 ocorrências por mês e a maior parte dos casos está relacionada ao desaparecimento de adultos, com idades entre 18 a 64 anos, seguida do desaparecimento de adolescentes, entre 13 e 17 anos de idade.

Entre os meses de janeiro e abril deste ano, o Núcleo de Pessoas Desaparecidas registrou 216 ocorrências de desaparecimento. Deste total, 92,6% foram localizadas, o que corresponde a 200 pessoas encontradas.

Camila Molina/Raquel Teixeira | Polícia Civil-MT

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